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Angelina Jolie está na Ucrânia como enviada especial da ONU

Angelina Jolie está na Ucrânia como enviada especial da ONU

A atriz Angelina Jolie viajou para a Ucrânia como enviada especial da agência de refugiados da ONU (Acnur), segundo informações da CNN Portugal.

A artista norte-americana foi flagrada no interior de um café em Lviv e cumprimentou a pessoa que gravava o vídeo. Ela também sorriu, cumprimentou as pessoas que estavam no estabelecimento e deu alguns autógrafos. Em seguida, foi uma estação de trem para conhecer algumas pessoas desalojadas pela guerra com a Rússia.

Durante a visita à estação, Jolie conheceu voluntários que trabalham com os desalojados, que lhe contaram que cada psiquiatra de plantão falava com cerca de 15 pessoas por dia. Muitos dos que estão na estação são crianças de 2 a 10 anos, de acordo com os voluntários.

“Eles devem estar em choque. Eu sei como o trauma afeta as crianças, eu sei que apenas ter alguém mostrando o quanto elas importam, o quanto suas vozes importam, eu sei como isso é benéfico para elas”, disse ela em resposta.

Em um ponto durante sua visita à estação, ela fez cócegas em uma garotinha vestida de vermelho, que riu de alegria. Ela também posou para fotos com os voluntários e algumas das crianças.

Jolie já tinha manifestado preocupação e apoio pela Ucrânia quando visitou um hospital em Roma, na Itália, que acolheu dezenas de crianças refugiadas.

De acordo com a Acnur, mais de 12,7 milhões de pessoas fugiram de suas casas nos últimos dois meses na Ucrânia, o que representa cerca de 30% da população da Ucrânia antes da guerra.

Mães da Ucrânia

Na estação de trem de Lviv, no extremo oeste da Ucrânia, as mulheres estão em uma encruzilhada física e psicológica.

Depois de chegarem à cidade, que agora é um ponto de passagem para as pessoas que foram deslocadas, de ajuda humanitária e armas, elas tiveram que se perguntar uma série de questões assustadoras. Para onde devemos ir agora? Meus filhos estarão seguros lá? Quanto tempo vamos ficar?

No fundo de suas mentes existe um medo que atormenta: será que teremos um lar para retornarmos?

Se há uma coisa que sabemos sobre o dilema que elas enfrentam, é que muitas estão tendo que tomar decisões precipitadas sobre o futuro de sua família sozinhas.

As regras de recrutamento militar na Ucrânia impedem os homens entre 18 e 60 anos de deixar o país. E, de qualquer forma, muitos optaram por se alistar e se juntar à luta.

Assim, enquanto milhões de ucranianos fugiram da invasão da Rússia desde que foi iniciada pelo presidente Vladimir Putin há mais de dois meses, quase todos os que cruzaram a fronteira são mulheres e crianças. Elas representam impressionantes 90% dos refugiados da Ucrânia.

As mães suportaram em grande parte o peso da crise migratória, recolhendo os pedaços depois que suas famílias foram despedaçadas, cuidando das crianças e pais idosos.